domingo, 15 de abril de 2012

Mercado de Trabalho

Faltam candidatos e sobram vagas para empregos

São 2.228 vagas encalhadas a mais de um mês. E olha que não são empregos que exijam muita qualificação, ou experiência. As vagas acabam não sendo preenchidas por exigências dos candidatos.



Um fenômeno surpreendente está ocorrendo neste momento no mercado de trabalho no Brasil. Existem certas ocupações em que faltam candidatos e sobram vagas. Mas o que surpreende nisso é que essas vagas não exigem muita qualificação, nem experiência.

Para servir 500 almoços por dia, o restaurante precisa de 24 empregados. Mas em apenas quatro meses já empregou perto de 50 pessoas. Alta rotatividade, inclusive por demissões voluntárias.

“Acaba saindo por uma oportunidade melhor. Os salários não são tão altos”, afirmou Adalberto Correia Junior, administrador do restaurante.

A dificuldade do momento é conseguir um gerente para o horário noturno. Salário oferecido: R$ 1,2 mil. E este não é um caso isolado.

Num centro de apoio aos desempregados, sobram oportunidades para certas funções: auxiliar de cozinha, garçom, operador de telemarketing, auxiliar de vendas.

São 2.228 vagas encalhadas a mais de um mês. E olha que não são empregos que exijam muita qualificação, ou experiência. As vagas acabam não sendo preenchidas por exigências dos candidatos.

Muitos não aceitam trabalhar nos fins de semana. “Para mim, fica complicado, eu já tenho um bico extra que faço de fim de semana e estou buscando uma colocação de segunda a sexta só”, disse o desempregado Moacir dos Santos.

Outros querem emprego perto de onde moram. “Para que eu possa conciliar mesmo o trabalho com estudo”.

E os salários também não são muito atraentes. “R$ 500 e pouco. É bem baixo, mas...”.

O salário médio na Grande São Paulo está mesmo estagnado desde 2003, segundo o Dieese. Mas no mesmo período houve uma acentuada queda no desemprego, que resistiu até a crise do ano passado.

“O que você pode imaginar é que houve algum acúmulo de gordura, de renda, nas famílias. Menos gente desempregada, mais gente trabalhando e que as pessoas que estão procurando emprego tenham um pouco mais de tempo para procurar uma ocupação melhor, mais adequada a sua qualificação, procurando um salário um pouco melhor. Essa é uma hipótese”, analisou Sérgio Mendonça, supervisor técnico do Dieese.


Qual a pior característica de um chefe?

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De acordo com uma pesquisa que analisou as boas e más características dos patrões, a pior qualidade que um chefe pode ter é a arrogância. Bons chefes, por outro lado, conquistam a amizade e a confiança dos seus funcionários. O Estudo de Personalidade e Desenvolvimento de Liderança, da empresa de avaliações e consultoria Hogan Assessment Systems, contou com a participação de mais de 1.000 empregados.

Os piores líderes foram aqueles descritos como arrogantes. Aliás, a arrogância não torna apenas os chefes insuportáveis, qualquer pessoa que tenha esse defeito torna-se repugnante. Outras qualidades que levam à antipatia de um funcionário pelo seu supervisor são:,
Ser manipulador, emocionalmente instável, pouco gerenciador, passivo-agressivo, desconfiado.

Os bons chefes, pelo contrário, foram referidos como confiáveis, responsáveis, inspiradores, sensíveis e capazes de se manterem calmos sob pressão. Uma das informações do estudo foi reveladora, ou seja, o trabalhador médio não trabalharia outra vez com muito mais da metade dos seus antigos patrões, o que quer dizer que não existem muitos bons chefes no mercado. Pesquisas anteriores mostraram que a maioria dos líderes falha em sua função. Por este motivo, Natalie Tracy, diretora de marketing da Hogan Assessment Systems, disse que é muito importante entender o que faz os funcionários gostarem dos seus gerentes ou desprezarem-nos.

Má liderança provoca engajamento reduzido e até mesmo problemas de saúde entre os funcionários”, disse Natalie. “Com uma melhor compreensão do que separa os bons líderes dos ruins, as organizações e empresas podem avaliar e decidir quem fica no comando”. No entanto, independentemente de quem está no comando, a pesquisa apontou que os funcionários consideram importante gostar do chefe e acham essencial que o chefe também goste deles. Ou seja, está na hora de mudar a imagem de “vilão autoritário” dos chefes para outra mais moderna inteligente.

Curiosidades

Timidez é doença?


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Agora, comportamentos tímidos, de luto ou excêntricos estão sendo classificados como transtornos mentais, deixando milhões de pessoas com o diagnóstico de distúrbios psicológicos. A mais recente edição do Manual de Diagnósticos e Estatísticas (MDE) de Doenças Mentais  inclui também o vício da Internet e do jogo como problemas médicos. Apesar do Manual ser destinado aos Estados Unidos, especialistas afirmam que o problema afeta todos os países. “Nós precisamos ter muito cuidado antes de exportar definições de doenças e distúrbios”, comenta Simon Wessely, psiquiatra de Londres. “Em 1840, o censo americano incluía apenas uma categoria de doença mental. Em 1917, a Associação de Psiquiatria Americana reconheceu 59, subindo para 128 em 1959, 227 em 1980, e 347 na última revisão. Nós precisamos mesmo de todas essas definições?”, ele pergunta. Provavelmente não.

Há perigo, sim, da timidez ser considerada uma fobia social. Peter Kinderman, da Universidade de Liverpool, afirma não ser “humano” descrever pessoas tímidas ou em estado de luto como mentalmente doentes. Algumas associações e psicólogos britânicos já se pronunciaram contra as mudanças. Uma petição para tentar parar a publicação do manual atingiu 11 mil assinaturas de psicólogos. Existe o receio de que as novas classificações sejam influenciadas por companhias de medicamentos que esperam ganhar dinheiro com um maior número de doenças, já que o sistema privado de saúde americano exige um diagnóstico reconhecido pelo manual. “O MDE-5 vai expandir radicalmente as fronteiras da psiquiatria. Milhões vão receber diagnósticos e tratamentos inapropriados”, afirma Allen Frances, da Universidade Duke, na Califórnia do Norte.

A polêmica está estabelecida. Resta esperar, para ver quem tem razão. Apenas uma dúvida: timidez, no fundo, é medo. E medo, todos nós temos. Será que somos todos loucos? Ou serão os psiquiatras e psicólogos mais loucos do que os seus paciente? É possível. Afinal, existe aquele velho ditado que afirma: De médico e louco, todos nós temos um pouco